
Partida
Silêncio!
Porque o sofrer faz alarde em mim.
Trincada estou.
Qual chuva em janela de trem, meu corpo desenha-me caminho de lágrimas.
Esquartejam-me pequenos rios nascentes dos meus olhos,
E de nada vale o carinho do vento.
Alma solta em verde campina, corre rápido.
Anseia para que me baste a harmonia ritmada do trem que sozinho vai por sobre os trilhos
Exigindo-me, solenemente, em qualquer lugar:
- Hora de saltar!
Silêncio!
Porque o sofrer faz alarde em mim.
Trincada estou.
Qual chuva em janela de trem, meu corpo desenha-me caminho de lágrimas.
Esquartejam-me pequenos rios nascentes dos meus olhos,
E de nada vale o carinho do vento.
Alma solta em verde campina, corre rápido.
Anseia para que me baste a harmonia ritmada do trem que sozinho vai por sobre os trilhos
Exigindo-me, solenemente, em qualquer lugar:
- Hora de saltar!
Marlene

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